Hoje, o ponto de venda físico atua simultaneamente como:
O grande problema é que a maioria dos sistemas de gestão (ERP) e os modelos de comissionamento ainda estão presos na década passada.
Se um cliente vai à loja, prova o tênis, recebe uma verdadeira consultoria do vendedor, mas decide finalizar a compra no aplicativo apenas para não carregar sacolas, a loja "perdeu" a venda nos relatórios tradicionais. Isso desmotiva a equipe, distorce as metas e mascara o valor real daquele PDV.
O desafio técnico da TI no varejo moderno é trazer a granularidade de dados do e-commerce para o mundo físico. Precisamos saber o que acontece antes do caixa.
Isso se faz implementando uma malha de IoT (Internet das Coisas) inteligente:
O cruzamento de todos esses dados permite calcular a métrica que substitui a venda por m²: o ROX (Return on Experience).
Uma loja física é altamente lucrativa — mesmo que o caixa local registre menos transações — se ela for capaz de:
Além da captura de dados, a infraestrutura da loja precisa estar preparada para a transmissão. A conectividade de rede deve suportar Live Commerce de alta definição e upload de vídeos pesados em tempo real, transformando o tempo ocioso dos vendedores em tempo produtivo de mídia.
A TI precisa parar de tratar a loja física como um ponto isolado que sincroniza dados com a matriz apenas uma vez por dia. A loja é um Node de Borda (Edge Node) da sua rede, capturando dados comportamentais valiosíssimos que alimentam os algoritmos de todo o seu ecossistema.
Em resumo: fechar uma loja física olhando apenas para a venda direta de balcão pode ser o erro fatal que vai derrubar as suas vendas digitais na mesma região. A métrica mudou. A sua arquitetura tecnológica já acompanhou?