O problema estrutural reside na velocidade da informação. Existe um descompasso tecnológico crítico:
A insistência na comunicação com o ecossistema de transportes via arquivos EDI (Electronic Data Interchange) cria um gap cego de 12 a 24 horas. O produto físico se move, mas o dado digital fica parado.
Essa cegueira de dados gera o fenômeno conhecido como WISMO (Where Is My Order?). Sem visibilidade em tempo real, o cliente ansioso inunda os canais de atendimento.
Para o C-Level, a conta é simples e dolorosa:
Para o CIO e o COO, a virada de chave não é operacional, é de arquitetura. É imperativo substituir a troca passiva de arquivos por uma Arquitetura Baseada em Eventos (Event-Driven Architecture). O novo padrão exige que parceiros logísticos enviem Webhooks a cada "bipagem" do pacote, garantindo real-time.
Além disso, a inteligência de Order Sourcing (OMS) precisa evoluir. O sistema deve decidir algoritmicamente a melhor rota:
Essa decisão deve considerar não apenas o custo do frete, mas o SLA de entrega e a capacidade operacional (ociosidade) daquela filial no momento exato da compra.
No volume projetado pela Euromonitor para 2025 e além, a logística baseada em planilhas ou processos manuais é inviável.
Ou a sua TI assume o controle da malha logística com uma Torre de Controle digital e preditiva, ou os custos de ineficiência e atrito (churn) tornarão o crescimento insustentável. Hoje, logística é código.